Os paus cruzados ou paralelos

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Certa vez, em um retiro, o pregador pegou dois pedaços de pau, um maior que o outro, mostrou-os aos retirantes e disse:

“Este maior é a vontade de Deus, o menor é a nossa vontade”.

Em seguida, cruzou os dois, formando uma cruz, e explicou:

“Se nós contrariamos a vontade de Deus, os nossos problemas se tornam uma cruz”.

Colocou depois os dois paus em paralelo e disse:

“Se permanecermos na vontade de Deus, os nossos problemas se transformam em alegres desafios”.

“Agradar-te é meu desejo, não fazendo o que almejo. O que quer tua vontade, isso eu quero, meu Senhor. Ó vontade sacrossanta, como és digna de louvor! Tu no amor és tão zelosa, mas depois, como és bondosa!”

A Maria, nossa Mãe, demonstraremos nosso amor, trabalhando por seu Filho Jesus.

(Fonte: Helena Maria de Almeida)

A Princesa Esquecida

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Era uma vez uma princesa muito bela e sensível, que apesar de ter vários pretendentes, nenhum a pedia em casamento, porque ela tinha um problema: era esquecida.

No entanto, não era de tudo que ela se esquecia. Na verdade, ela se esquecia de apenas uma coisa: que havia se apaixonado no dia anterior.

Isso obrigava os rapazes a ter que reconquistá-la todos os dias.

Apesar desta tarefa não ser muito difícil (pois ela se apaixonava com facilidade), eles tinham medo.

Finalmente, apareceu um pretendente muito determinado, e se casou com ela.

Quando eles fizeram cinco anos de casamento, o rei fez uma grande festa e, ao ver sua filha feliz e radiante, mais linda do que nunca, perguntou ao rapaz:
- Aquele problema da minha filha… bem, vocês estão conseguindo superar? Não tem atrapalhado o casamento de vocês?

- Não, meu rei, ao contrário. Ter que reconquistá-la todos os dias não é um problema, é uma benção. É a força do nosso casamento.

O Prego

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Certo feirante, depois de um dia muito proveitoso com excelentes resultados no negócio, se dispôs a voltar para casa antes do entardecer.

Montou seu cavalo e, prendendo muito bem à cintura a bolsa com seu dinheiro, deu início à jornada de volta.

Lá pelas tantas, parou em um pequeno povoado para uma rápida refeição. 

Quando já se preparava para prosseguir na caminhada, o moço da cachoeira o avisou:
- Senhor, está faltando um prego na ferradura da pata esquerda do seu animal.

Não seria melhor providenciar outro?

- Deixa faltar... - respondeu o feirante - Estou com muita pressa; sem dúvida a ferradura agüentará bem as horas que ainda restam a percorrer E lá se foi ele.

À tardinha, quando parou para dar ração pro cavalo, o encarregado da cavalaria também foi ter com ele, dizendo:

- Olha, está faltando a ferradura da pata esquerda do seu animal.

Quer que o nosso ferreiro veja isto?

- Deixa faltar. Estou com muita pressa e restam poucas horas para que cheguemos ao nosso destino.

Por certo o cavalo resistirá - respondeu ele.

Continuou a cavalgar, mas já não conseguira andar muito, quando notou que o cavalo estava manquejando.

Tentou continuar na esperança de chegar em casa; entretanto, depois de poucos metros o animal passou a tropeçar e, com pouco mais de tempo, numa queda mais forte, o cavalo fraturou a perna e já não pôde mais sair do lugar.

Era noite e o feirante viu-se obrigado a deixar o pobre animal caído, sem qualquer atendimento.

Desprendendo a caixa onde carregava uma série de apetrechos para seu
uso na feira, pô-la às costas e foi caminhando.

A distância que parecia curta tornou-se longa e penosa.

Só muito tarde chegou ele cansado, faminto e preocupado com a possível perda do animal.

Foi então que começou a raciocinar: Tudo por causa de um simples prego que não foi substituído no momento que se fez necessário.

Entendeu tarde demais o fato de que a pressa exige calma.

Pequenas omissões podem resultar numa perda irreparável...

Reflitamos nisso!

Autor desconhecido

A mão fechada fica presa

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Certo dia, enquanto brincava com um vaso muito valioso, um garotinho colocou a mão dentro dele e não conseguia tirá-la.

Seu pai tentou ajudá-lo, mas não obteve êxito.

Já estava pensando em quebrar o vaso, mas antes disse ao menino:

- Vamos, meu filho, faça mais uma tentativa.

Abra a mão, estique os dedos, da maneira como estou fazendo e puxe-a com força.

Para sua surpresa, o garotinho disse:

- Não posso, papai. Se eu esticar os dedos minha moeda vai cair dentro do vaso!

Muitas vezes, somos parecidos com esse menino:

Apegados às pequenas coisas do mundo, especialmente ao dinheiro.

Soltemos aquela moeda que está dentro do nosso coração, para que Deus possa conduzir a nossa vida.

Assim viveremos a liberdade dos filhos e filhas de Deus.

Se não nos desapegarmos dos bens materiais, será muito difícil sermos cristãos autênticos.

Deus não fecha seu amor a nós, mas não quer que fechemos a nossa mão para ele e para o nosso próximo.


Fonte: Pe. Odair Ângelo/A12