A serpente e o vaga-lume

http://1.bp.blogspot.com/-sbq7PWcegwg/T4RyuC1bL6I/AAAAAAAACMI/McixSiKrlOQ/s1600/vagalume.jpg

Conta-se que uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:

Posso lhe fazer três perguntas?

- Pertenço à tua cadeia alimentar?

- Não.

- Eu te fiz algum mal?

- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

E a serpente responde:

- Porque não suporto ver você brilhar...

Pense nisso!!

Infelizmente, a qualquer momento, uma cobra pode cruzar nosso caminho...

Esteja sempre alerta, pois o que não faltam são as serpentes querendo nos atrapalhar!

Mas, não tenha medo!

Não fuja!

Brilhe sempre, com muita intensidade!!

Cada um tem seu jeito de amar

http://palavraborboleta.com/wp-content/uploads/2009/05/istock_000002031738small-300x300.jpg

 O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. 

Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio.

O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria.

Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam.

Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.

O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma.

E mando-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.

Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude.

A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem.

- Você o tratava mal, agora está arrependido?

- Não, – respondeu. – Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal.

É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.

(Carlos Drummond de Andrade)

Cada um tem seu jeito de amar, uns demonstram mais, outros não conseguem demonstrar, cabe a nós pedirmos sabedoria a Deus para saber lidar com as pessoas, em amor.


Biblia Comentada 

A Princesa Esquecida

http://3.bp.blogspot.com/-HQTh1EcYkIM/TnM_RY-OcoI/AAAAAAAAEzA/zTJWeaxn_WQ/s1600/reconquistar.jpg

Era uma vez uma princesa muito bela e sensível, que apesar de ter vários pretendentes, nenhum a pedia em casamento, porque ela tinha um problema: era esquecida.

No entanto, não era de tudo que ela se esquecia. Na verdade, ela se esquecia de apenas uma coisa: que havia se apaixonado no dia anterior.

Isso obrigava os rapazes a ter que reconquistá-la todos os dias.

Apesar desta tarefa não ser muito difícil (pois ela se apaixonava com facilidade), eles tinham medo.

Finalmente, apareceu um pretendente muito determinado, e se casou com ela.

Quando eles fizeram cinco anos de casamento, o rei fez uma grande festa e, ao ver sua filha feliz e radiante, mais linda do que nunca, perguntou ao rapaz:
- Aquele problema da minha filha… bem, vocês estão conseguindo superar? Não tem atrapalhado o casamento de vocês?

- Não, meu rei, ao contrário. Ter que reconquistá-la todos os dias não é um problema, é uma benção. É a força do nosso casamento.

O Prego

http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRJIeh3WEsBx_6hPhKIgRlK7GNK6HJmOEA6xkmuDylBCA2NbuX3hg

Certo feirante, depois de um dia muito proveitoso com excelentes resultados no negócio, se dispôs a voltar para casa antes do entardecer.

Montou seu cavalo e, prendendo muito bem à cintura a bolsa com seu dinheiro, deu início à jornada de volta.

Lá pelas tantas, parou em um pequeno povoado para uma rápida refeição. 

Quando já se preparava para prosseguir na caminhada, o moço da cachoeira o avisou:
- Senhor, está faltando um prego na ferradura da pata esquerda do seu animal.

Não seria melhor providenciar outro?

- Deixa faltar... - respondeu o feirante - Estou com muita pressa; sem dúvida a ferradura agüentará bem as horas que ainda restam a percorrer E lá se foi ele.

À tardinha, quando parou para dar ração pro cavalo, o encarregado da cavalaria também foi ter com ele, dizendo:

- Olha, está faltando a ferradura da pata esquerda do seu animal.

Quer que o nosso ferreiro veja isto?

- Deixa faltar. Estou com muita pressa e restam poucas horas para que cheguemos ao nosso destino.

Por certo o cavalo resistirá - respondeu ele.

Continuou a cavalgar, mas já não conseguira andar muito, quando notou que o cavalo estava manquejando.

Tentou continuar na esperança de chegar em casa; entretanto, depois de poucos metros o animal passou a tropeçar e, com pouco mais de tempo, numa queda mais forte, o cavalo fraturou a perna e já não pôde mais sair do lugar.

Era noite e o feirante viu-se obrigado a deixar o pobre animal caído, sem qualquer atendimento.

Desprendendo a caixa onde carregava uma série de apetrechos para seu
uso na feira, pô-la às costas e foi caminhando.

A distância que parecia curta tornou-se longa e penosa.

Só muito tarde chegou ele cansado, faminto e preocupado com a possível perda do animal.

Foi então que começou a raciocinar: Tudo por causa de um simples prego que não foi substituído no momento que se fez necessário.

Entendeu tarde demais o fato de que a pressa exige calma.

Pequenas omissões podem resultar numa perda irreparável...

Reflitamos nisso!

Autor desconhecido