Recomeçar do Zero

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Você já quis ter uma borracha especial para apagar algo que fez, que aconteceu, algo que doeu tão fundo ou teve conseqüências tão graves que você daria tudo para voltar atrás e recomeçar?

Há muitos que dariam tudo na vida para recomeçar do zero, ter uma nova oportunidade para agir diferente, tomar outras decisões, fazer diferentes escolhas.


E eu sei que muita gente já recomeçou uma nova vida, já deu uma volta importante que fez com que os caminhos mudassem de direção e isso sempre é possível.

Mas não é possível recomeçar do zero.

Recomeçar do zero não existe!

Não existe fingir que não houve um passado e não estar ligado a ele de alguma forma.

Não existe zerar o coração, nem as emoções, mesmo se passássemos nosso tempo voltando os ponteiros do relógio.

A verdade é que se pudéssemos recomeçar do zero, numa amnésia existencial, cometeríamos erros novamente, choraríamos de novo… porque não traríamos conosco essa carga de experiência que carregamos hoje, que às vezes até pesa, mas é nossa e isso não podemos negar, nem renunciar.

E é melhor assim: acreditar que tudo o que fizemos valeu de alguma forma.

Erramos?

Sim, e daí?

Aquilo que reconhecemos como erro não faremos novamente e cada vez que tropeçamos e aprendemos com isso, colocamos algo mais na nossa bagagem da vida.

Lamentar por algo que não se teve?

Que perda de tempo!

As lamentações pelo que não fizemos não acrescenta nada na nossa vida.

Precisamos viver de coisas concretas, do que realizamos, do que tivemos, mesmo se as perdemos.

Quem nos julga deveria julgar-se primeiro.

Ninguém é de todo bom e de todo mal.

Não existem pessoas melhores que as outras, apenas as que ainda querem aprender e as que já perderam a esperança.

Quem não chora por fora, chora por dentro, a diferença é que nesse caso ninguém percebe.

É possível recomeçar a vida, com novas ambições, fazer do velho, o novo e com uma grande vantagem: dessa vez existirão os parâmetros de comparação, as chances serão maiores de tomar decisões acertadas.

Lembro-me que num dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia.

Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças iriam cair no choro, depois de tanto esforço e cuidado.

Mas tive uma surpresa: Em vez de chorar, elas correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para construir, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento que temos com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, uma onda virá e destruirá ou apagará o que levamos tanto tempo para construir.

E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar será capaz de rir e recomeçar.

Então, acredite:

Tudo o que você viveu até agora valeu a pena porque é dessa vivência que você tira seu aprendizado. Se você tem 30, 50 ou 80 anos, você pode fazer sua vida diferente ainda, você pode olhar o mundo com olhos novos.

Por tudo isso, proponho que hoje e para sempre você não deixe nada “para uma ocasião especial”.

Por que cada dia que você viver será uma ocasião especial.

Passe mais tempo com sua família e amigos, coma sua comida preferida, visite os lugares que ama.

Use suas taças de cristal, não guarde seu melhor perfume, é bom usá-lo cada vez que sentir vontade.

As frases “um dia desses”, “algum dia”, elimine as de seu vocabulário. Escreva aquela carta que pensava escrever “um dia desses”.

Lembre-se

“A estrada da tua felicidade não parte das pessoas e das coisas para chegar a ti; parte sempre de ti em direção aos outros.” Michel Quoist

 

O pote rachado

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Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara, a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.

O ponte rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um ponte e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:

- Estou envergonhado, quero pedir-lhes desculpas.

- Por quê? - perguntou o homem.

- De que você está envergonhado?

- Desses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu Senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços - disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Assim que retornarmos para a casa do meu senhor,quero quer perceba as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo.

Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho?

Notou ainda que cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava?

Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor.

Sem você ser do jeito que é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

Cada um de nós tem seus próprios e únicos defeitos.

Todos nós somos potes rachados.
Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar nossos defeitos para embelezar a mesa do Pai.

Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.

Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.

Basta reconhecermos nossos defeitos e eles com certeza embelezarão a mesa de alguém...

Das nossas fraquezas, devemos tirar nossa maior força...


Autor desconhecido

O carro no atoleiro

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Certa vez, um homem viajava de carro e, sem perceber, entrou em um atoleiro.

Ele não conseguia sair.

Pediu ajuda a alguns agricultores que estavam nas proximidades, mas mesmo com o esforço deles, não foi possível tirar o carro.

Foi quando chegou um caminhão.

O caminhoneiro amarrou uma corda no carro e o tirou.

Durante a conversa, depois que o carro saiu, o caminhoneiro, vendo um Terço pendurado no carro, disse: "É, amigo, há certas ocasiões em que precisamos contar com alguém mais forte do que nós”.

Essa frase do caminhoneiro ficou gravada naquele senhor, e fez com que ele ligasse o fato com a oração.

Não que se deva rezar só na hora do aperto, mas, sem dúvida, a oração é aquela força que nos acompanha, a fim de vencermos os atoleiros da vida, sentindo a alegria de não estar caminhando sozinhos.

Confia em Maria, e você vai perseverar e ser eternamente feliz.


Fonte: Pe. Zezinho

O menino que tinha medo de bola

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Um pai era louco por futebol.

Logo que seu filhinho começou a engatinhar, deu-lhe de presente uma bola.

Queria brincar com o menininho e ensiná-lo a chutar.

Mas quando o pai jogava a bola para o seu lado, ele sentia medo.

Aquele objeto enorme o apavorava.

Desesperava-se e chorava.

O pai então guardou a bola.

Bem mais tarde, quando o filho cresceu, deu-lhe novamente a mesma bola.

Agora foi diferente.

O garoto vibrava com a bola.

O mesmo objeto que antes lhe causava medo, agora é dominado por ele.

Os nossos problemas são como aquela bola.

Se nos sentimos mais fracos que eles, eles nos dominam e apavoram.

Mas se nos colocamos acima deles, facilmente os dominamos.

Eu sozinho sou fraco.

Eu mais Deus, somos maioria absoluta, nada nos vence.

“Tu o fizeste (o homem) um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, e todas as coisas puseste debaixo de seus pés” (Hb 2,7-8).

Eu queria cantar a ti, Maria, e saltar de alegria, porque o teu meigo semblante me inspira confiança e ânimo para a luta.


Fonte: Maria Olívia Coutinho